domingo, 14 de março de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 8 a 14 FEVEREIRO





APLAUSO





CARLOS CARVALHAL

Eliminar o Everton, ganhar ao FCP por 3-0, vencer o Belenenses, no Restelo, por 4-0, empatar em Madrid abrindo a possibilidade da passagem aos quartos de final da Liga Europa e dar 3-1 ao Guimarães são marcas indeléveis do trabalho que Carvalhal está a fazer no Sporting.

A um período que parecia condenar o Sporting a um final de época penoso, responde um Sporting à Sporting. Coincide com a entrada de Costinha para director-desportivo. Não quer dizer que o factor Costinha não possa influenciar uma melhoria no grupo, mas o treinador se é responsável por momentos menos bons também, é justo, realçar a influência decisiva de Carlos Carvalhal que teve de suportar, entre outros problemas, uma propalada substituição no cargo por Villas - Boas.

O mérito de Carvalhal é merecedor do nosso APLAUSO e da oportunidade de poder continuar a fazer bom trabalho no Sporting.



ASSOBIO




FERNANDO CASTRO SANTOS

O treinador espanhol do Leixões teve uma boa entrada no histórico clube de Matosinhos e, por isso, mereceu o nosso APLAUSO. Acontece que depois do excelente empate com o FC Porto, o Leixões nunca mais se encontrou e caminha, abruptamente, para a descida de divisão.

A chicotada não está a resultar, e não parece agora que Castro Santos continue a ser a esperança da salvação deste Leixões que tanto brilhou na época anterior.

Carlos Severino

terça-feira, 9 de março de 2010

SPORTING, O PRIMEIRO A TER TV

A notícia publicada em A Bola de que a Sporting TV vem a caminho, fez-me recordar um projecto em que me envolvi até ao tutano, que dava pelo nome de "CANAL SPORTING", tendo durado quase 1 ano. Não prosseguiu pelos custos que envolvia a sua produção e por não ter havido retorno publicitário que os suportasse.


CANAL SPORTING

"Meus caros amigos, temos a caminho um espaço televisivo do Sporting, que brevemente estará no ar. Mais uma vez somos pioneiros." Foi com estas palavras que, em Novembro de 1998, José Roquete, então presidente do Sporting, se dirigiu à imensa plateia que compunha mais um Jantar Verde, na Batalha, organizado pelo Núcleo Sportinguista de Leiria.

Em Dezembro lá foi para o ar o primeiro programa do Canal Sporting. Tinha uma hora de duração e aparecia na Sport-Tv às quintas - feiras, à noite. Era um espaço dedicado à actualidade Sportinguista, com os resumos dos jogos de todas as modalidades, mas com grande enfoque nos encontros da equipa principal de futebol. As memórias e o juntar um atleta com uma figura artística sportinguista eram, também, momentos sempre agradáveis que preenchiam o programa.

Eu estava intimamente ligado ao Canal Sporting, sendo seu editor e participante em diversas "peças" - designação de trabalhos em televisão ou rádio - sem que isso significasse qualquer remuneração para além da que recebia como assessor de imprensa, na altura da SAD. Da equipa faziam também parte Sportinguistas bem conhecidos como: Fernando Correia, António Macedo, José Goulão, Maurício do Vale e Rui Oliveira e Costa. Todas as terças - feiras lá me deslocava até aos estúdios do produtor João Barba, a Duvideo, para editar o programa, num trabalho que durava até às tantas já de quarta - feira.

MATÉRIA NÃO FALTAVA

Os conteúdos eram tantos que davam para fazer 2 ou 3 horas de programa. Não era fácil a escolha e os "cortes" que eram precisos fazer. A colaboração da equipa do Jornal do Sporting, que também não recebia mais por isso, foi fundamental. Faziam-se acompanhar por câmaras-men nas suas deslocações aos diversos locais onde havia acontecimentos com a participação do Sporting, elaboravam os textos e faziam as respectivas "peças".

AS "CRÍTICAS" DE RUI COSTA

Eu, também, fazia os resumos dos jogos da equipa principal. Lembro-me de um dia me cruzar com o Rui Costa, actual DD do Benfica, na altura jogava na Fiorentina, que se me dirigiu dizendo que eu era muito parcial nas minhas narrações. A sorrir, disse-lhe que aquilo se chamava "Canal Sporting" e que eu era colaborador do meu clube e não de outro.


OS ARTISTAS SPORTINGUISTAS

Nos cerca de 25 programas participaram muitos artistas assumidamente Sportinguistas. O primeiro foi o Miguel Ângelo dos "Delfins". A "parceria" no sketch foi feita com o Delfim então a jogar de leão ao peito. Foi lindo pôr os dois a cantar junto à baliza sul: "quando alguém nasce, nasce selvagem..." Recordo-me, ainda, do sketch que propus à Maria Vieira e ao João Barnabé. Ela fazia de Presidente, ele de treinador! Foi difícil gravar a rábula porque com a graça que a Maria Vieira punha no diálogo nenhum dos presentes, câmara-men, eu e o Barnabé, conseguia parar de rir. E o Nelson (guarda - redes) a fazer de "Menino Tonecas" e o Luís Aleluia no papel de "Professor"! E a Simone a entrevistar o "Grande" Vítor Damas no centro do relvado! Foram momentos inesquecíveis que estão registados nas cassetes dos programas, que espero terem sido aproveitadas pelo Mário Casquilho para o Museu do Sporting.

OS CRAQUES

Em todos os programas fazia uma entrevista a um jogador do plantel da altura. Houve duas que me marcaram pessoalmente. A primeira foi com o Simão que em determinado momento me contava, com lágrimas nos olhos, como tinha sido duro ter aos 13 anos deixado Sabrosa (Vila Real) para trás, ficando sem o carinho e amparo da sua família, especialmente da mãe. Mas o apelo do Sporting acabou por superar tudo. A outra foi ao Nuno Valente que, também com lágrima no canto do olho, dizia com a voz embargada, quando tudo apontava para a sua dispensa, que era Sportinguista e muito gostaria de continuar no Sporting. Efectivamente foi dispensado para o U. de Leiria, mas no ano a seguir estava no FC Porto onde ganhou tudo tendo voltado à Selecção Nacional para ser titularíssimo durante alguns anos.

O FIM

O Canal Sporting acabou. Não havia verba que cobrisse os custos de produção que rondavam os 5 mil contos (25 mil euros). No entanto, deixa o registo interessante de ter sido a primeira aventura de um clube português nos caminhos da TV. E eu sinto muito orgulho em ter estado ligado à implementação daquele  projecto.

Carlos Severino

domingo, 7 de março de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 1 a 7 de MARÇO




APLAUSO





LIEDSON

O goleador do Sporting está de volta. Com o Belenenses Liedson marcou 4 golos, metade mais 1 do que tinha conseguido até agora.

O "levezinho" prepara-se para fazer um final de temporada em grande. Disso beneficia o Sporting e poderá beneficiar a Selecção Nacional.

Liedson é, de facto, um jogador à parte que, em forma, marca a diferença.




ASSOBIO




TONI (Treinador do Belenenses)

Com Toni, o Belenenses não conseguiu sequer uma vitória. O técnico pegou na equipa do Restelo há uns meses largos, mas não conseguiu tirar os "azuis" do fosso em que encontram.

O Belenenses caminha a grande velocidade para mais uma descida de divisão e, desta vez, não parece haver questões administrativas que salvem o "Belém".

É algo que deverá merecer alguma reflexão: como é que uma instituição com os pergaminhos e as condições do Belenenses está no estado em que está? Responda quem souber.

CarloS Severino

terça-feira, 2 de março de 2010

JOÃO PINTO - O CONTRATO VITALÍCIO COM O BENFICA

Na passada 6ª feira, tive oportunidade de participar num jantar que reuniu muita gente que esteve e está ligada à Rádio TSF. Foi muito agradável encontrar velhos companheiros que fizeram daquele órgão de comunicação social uma grande referência dos Media portugueses. Foi lá que me lembrei de uma "estória" que dei em primeira mão, na TSF, de uma forma muito curiosa.

O CONTRATO VITALÍCIO

Em 1997, ainda com Manuel Damásio na presidência do Benfica, as coisas não estavam a correr bem para os encarnados. João Pinto era já a figura principal da equipa benfiquista. Em altura de crise era o João que acarretava com a equipa às costas e por isso merecia a simpatia dos adeptos que admiravam a entrega e a garra que o jogador punha nas suas actuações.

Perante os cenários menos positivos, e quando a desilusão, em último grau, tomava conta dos sócios e adeptos benfiquistas, lá vinha a medida profilática que expiava todos os males: a renovação do contrato com João Pinto.

Primeiro veio a continuidade assegurada por mais 5 anos, depois passou para 7 e, finalmente, terminou com o "CONTRATO VITALÍCIO". Em quaisquer das situações foi a TSF, através de mim, que deu as novidades em primeira mão.

O contrato vitalício foi anunciado numa tarde, em conferência de imprensa, no Estádio da Luz. Mas 2 horas antes, fruto das minhas boas fontes, foi divulgada na antena da TSF. Acontece que obtive a informação quando estava a chegar às Caldas da Rainha, onde ia tratar de assuntos pessoais.

Após ter atendido o telefonema que me garantia a veracidade da informação, parei a viatura em que me deslocava e dirigi-me, apressadamente, a um café para através de um telefone fixo, tinha melhor qualidade de som que o telemóvel, dar a novidade aos senhores ouvintes da "minha" rádio. Como faltavam alguns minutos para as 17h, para ganhar tempo para ir à conferência de imprensa, decidi gravar a notícia para entrar no respectivo bloco informativo da hora certa.


" João Pinto vai assinar um contrato vitalício com o Benfica..." Após desligar o telefone, levantei os olhos e... tinha uma dúzia de pessoas a olhar para mim boquiabertos. Pois foi, as pessoas que estavam naquele café à beira da estrada, à entrada das Caldas da Rainha, foram quem teve a notícia do contrato vitalício de João Pinto com o Benfica, em primeira mão.


Como se sabe, no futebol permanece essa máxima de Pimenta Machado: " O que é hoje verdade amanhã é mentira." João Pinto ainda passaria por mais 3 clubes sendo um deles o Sporting, em altura que eu também por lá estava, e ainda a tempo de dar grandes alegrias aos Sportinguistas, como foi a conquista do Campeonato em 2002.

Carlos Severino

domingo, 28 de fevereiro de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 22 A 28 de FEVEREIRO





APLAUSO


CARVALHAL

Por onde andava este Sporting?

Em poucos dias o Sporting faz dois grandes resultados, com exibições fantásticas, quando parecia que se ia arrastar para um penoso final de época.

Os jogadores são os mesmos, o treinador é o mesmo, fica o mistério sobre o que se passou para haver esta grande mudança.

Factos são factos, e se o treinador é o responsável pelas derrotas também o é pelas vitórias e, neste caso, que vitórias.




ASSOBIO



JESUALDO FERREIRA

A copiosa derrota frente ao Sporting veio afastar o FC Porto da corrida para o título. Embora matematicamente ainda seja possível, o facto é que 9 pontos para o Benfica são muitos pontos.

Jesualdo foi completamente ultrapassado pela táctica engendrada por Carvalhal. O velho senhor, campeão por 3 vezes no FC Porto, teve em Alvalade, porventura, a noite mais negra, nas competições nacionais, desde que está à frente dos dragões. É quase certo que terá hipotecado o tão desejado penta dos azuis e brancos.

Carlos Severino

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O QUE PODE VALER COSTINHA

Costinha foi um óptimo jogador, internacional, com uma carreira onde não faltaram títulos nacionais e internacionais e golos decisivos. Foi no FC Porto que atingiu o patamar mais elevado tendo, também, feito afirmar uma forte personalidade que lhe valeu o epíteto de”MINISTRO”.

Apenas falei uma vez com Costinha. Jogava ele, na altura, no Mónaco e encontrei-o no antigo Estádio de Alvalade. Foi-me apresentado pelo meu amigo Paulo Cintrão, que tinha acabado de me substituir na TSF por causa da minha vinda para o Sporting. Recordo-me que foi ali que Costinha me disse que era Sportinguista, e que gostaria muito de um dia vestir a camisola do leão. Estávamos em 1998.

O tempo passou e Costinha acabou por vir para Portugal, mas para o Porto. Agora chega, algo surpreendentemente, ao Sporting com um discurso afirmativo, mas com afirmações pouco prudentes, nomeadamente quando fala de comunicação.

Em cenário muito pouco verde – o fundo publicitário era encarnado, branco e azul, assim como o que estava no microfone - na televisão até parecia a sala de imprensa de outro clube – Costinha apareceu sem nada vestido que o relacionasse com o Sporting e disse este mimo: “… vamos dar as informações necessárias e não aquelas que as pessoas querem.” Esta afirmação suscita-me uma série de questões: - a que pessoas se refere? Quais são as informações necessárias e as que as pessoas querem? Costinha para além de director desportivo, também é director de comunicação?

É claro que Costinha não conhece a estrutura do Sporting, mas sabe que no caso Sá Pinto – Liedson toda a gente ficou por dentro do que se passou na cabina, 2 minutos depois de tudo ter acontecido! É sinal que há “gargantas fundas”, como sempre houve, e que devem suscitar mais preocupação do que aquilo que as tais pessoas querem – não sei a quem é que serve a carapuça, será só aos jornalistas?

Costinha disse ainda, que quer fazer do Sporting um clube campeão! Percebe-se o que quis dizer, só que não usou a frase certa. É que o Sporting é um clube campeão há muito. Se dissesse que quer levar a equipa de futebol a ser campeã, talvez definisse melhor aquilo que queria comunicar, digo eu.

Resta desejar boa sorte a Costinha e que consiga libertar o Sporting das amarras que o tolhem há muito. Mas para isso, ele próprio vai ter que se libertar da “gratidão” a quem o levou até aqui. Não é tarefa fácil. Fica a expectativa.

Carlos Severino

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

CRISES NO SPORTING 3 - O SISTEMA

Há muitos anos que os dirigentes que passaram pelo Sporting, por inépcia, por falta de conhecimento ou outra ordem, deixaram que o clube ficasse enredado por uma teia que o tem arrastado para níveis nada condizentes com a sua dimensão feita de muitas e importantes conquistas. Mas houve uma tentativa para libertar o Sporting dessa teia que o sufoca cada vez mais.






ATAQUE AO SISTEMA

Em 2000, após a conquista do Campeonato que fugia desde 1982, o relacionamento interno entre os dirigentes da altura era tão mau que até parecia que a grande vitória pertencia a uns quantos e o resto só estorvava. O Presidente, José Roquete, demitiu-se alegando uma incompatibilidade pública e notória com o presidente da SAD, Luís Duque, com ele levando cerca de 200 mil acções que vendeu com o preço em alta.

A pasta passou para Dias da Cunha, que herdou uma mão cheia de nada para construir o Estádio e pagar os altos salários e prémios de assinatura do camião de jogadores contratados por Luís Duque.

Como neófito nas andanças do mundo da bola, DC teve a humildade de solicitar que o enquadrasse na realidade e lhe explicasse como tudo funcionava porque queria um Sporting a liderar a credibilização do futebol.

O PRIMEIRO COMBATE

Eu estava de alma e coração no Sporting, meu clube de sempre, e tudo faria para o ajudar a afirmar-se sem qualquer subalternidade. Ao desafio de Dias da Cunha respondi oferecendo-lhe o livro de Marinho Neves, Golpe de Estádio, devidamente legendado, dizendo-lhe que estava ali retratado o chamado sistema que controlava o futebol português.

Dias da Cunha aprendeu depressa, exigindo sempre provas concretas para poder dizer de sua justiça sem ser desmentido. Foi neste contexto que foi contratada, por minha indicação, a colaboração de Marinho Neves. Com relatórios sempre que se justificava, Marinho Neves fornecia informações tão preciosas que a relação durou até Dias da Cunha sair. Não durou mais porque a primeira preocupação dos sucessores, DC partilhava os documentos com eles, foi a de dispensar os serviços de Neves com a alegação, foi-me transmitido por Rui Meireles, um homem de grande confiança de Dias da Cunha, quem diria, de que não se reviam naquele combate do ex. Presidente.

Dias da Cunha começou a falar do sistema em programas televisivos, no final de jogos e sempre que sentia que o devia fazer. Foi num jogo com o Beira-Mar, em Aveiro, que utilizou pela primeira vez a palavra que mais o identifica na passagem pelo futebol. O Sporting venceu por 1-0, mas a arbitragem de José Leirós foi tão esquisita que DC, no final da partida, não se coibiu de dizer: "temo que o sistema esteja de volta."

O primeiro impacto das polémicas declarações de Dias da Cunha levaram figuras, alegadamente tidas como do sistema, a denegrir-lhe a imagem. Lembro-me de reacções intempestivas de Valentim Loureiro e de Guilherme Aguiar que se lhe referiu como: "negreiro", numa clara alusão ao facto de DC ser de Moçambique. Dias da Cunha respondeu dizendo que até nasceu como português de 2ª classe. Mas o problema maior foi a crítica interna. Houve até quem achasse que Dias da Cunha devia parar porque estava a ser "motivo de chacota nacional!"
REGENERAR COM PINTO DA COSTA

Com a noção de que era difícil arrastar para a sua luta os dirigentes de outros clubes, Dias da Cunha viu em Pinto da Costa a pessoa ideal para levar os seus intentos a bom porto. Primeiro porque a PC ninguém, ou quase, dizia que não. Depois porque o Presidente portista já tinha ganho tudo e era uma boa oportunidade de se livrar de alguns rótulos por alegados métodos menos convencionais para chegar ao êxito.


O FRANKENSTEIN

Foi num almoço de direcções, a anteceder um Sporting - Porto, em 2001/2002, que Dias da Cunha se dirigiu a Pinto da Costa. Olhando-o nos olhos, disse: "Sr. presidente, eu não identifico o sistema com o FC Porto. O sistema é hoje um Frankenstein que já fugiu ao criador". Pinto da Costa ruborizou, mas respondeu dizendo que nos anos 80 os Presidentes dos clubes se juntavam e falavam olhos nos olhos e que veria com muito interesse que isso voltasse a acontecer. Assim nasceu o Movimento dos Presidentes. O curioso é que terminado o almoço Pinto da Costa quando interpelado pelos jornalistas não deixou de os informar que Dias da Cunha, afinal, não conotava o FCP com o sistema.

O Movimento dos Presidentes havia de juntar todos os clubes da Liga por 3 vezes, tendo terminado por causa das saídas de Benfica e Boavista.




O relacionamento de Dias da Cunha com Pinto da Costa mereceu muitas críticas, especialmente internas. Durou um punhado de meses nessa época de 2001/02. Acabou pela solidariedade de DC para com Soares Franco que tinha dito numa alusão menos conseguida: "o Papa está morrer, os papas também morrem." Pinto da Costa respondeu, no jornal Público, dizendo que: "depois de almoço não se podia levar FSF a sério."

Ainda hoje há muita gente a dizer que Dias da Cunha foi "levado" por Pinto da Costa. Os factos desmentem isso. Na época do bom relacionamento entre os dois Presidentes, foi o Sporting que conquistou o título de Campeão, venceu a Taça de Portugal e a Super-Taça.




Continua...

Carlos Severino