quinta-feira, 20 de maio de 2010

NUNO VALENTE REJEITADO NO SPORTING



Nuno Valente, o último grande defesa esquerdo português, está de regresso ao "seu" Sporting, depois de ter sido obrigado a sair em 1999.




NUNO VALENTE EMPURRADO DO SCP

Nuno Valente é daquelas pessoas do futebol que gostei muito de conhecer. É filho do Sr. Valente, um humilde ex. funcionário do Sporting, que passou pelas camadas jovens do clube, tendo chegado a sénior e titular, mas foi "despachado" por razões pouco claras da parte de quem o dispensou: a SAD liderada por Paulo Abreu.

Acompanhei a passagem do jovem, que já era escolha de Carlos Queiroz em 95/96, pelo Sporting, sendo depois emprestado ao Marítimo onde fez uma grande temporada. Regressou a Alvalade e jogou com alguma assiduidade até 98/99.




Já na parte final da última época em que vestiu a camisola do Leão, Nuno Valente deu-me uma entrevista para o Canal Sporting (espaço televisivo na Sport Tv) em que manifestou um grande desejo de continuar no Sporting, confessando abertamente e de lágrima no canto do olho, que era o clube da sua paixão, referindo, no entanto, que ninguém havia falado com ele para renovar o contrato.




No final da temporada lá foi dada a sentença, mais que provável, para a dispensa definitiva de Nuno Valente. Assim se viu obrigado a sair do seu clube de sempre.

Rejeitado na casa mãe, Nuno Valente foi para a U. de Leiria, a custo zero,  onde voltou a brilhar e de repente chega ao FC Porto para ganhar tudo: Campeonatos, Taças, UEFA e Champions. Para além disso, tornou-se titularíssimo na Selecção. Terminou a carreira jogando, ao mais alto nível, nos ingleses do Everton.



Pode dizer-se que foi uma "sorte" para N. Valente ter sido afastado do Sporting. Fica, no entanto, a interrogação: como teria sido se o tivessem deixado ficar no "seu" Clube?

Nota Final





Nuno Valente saiu pela porta pequena de Alvalade. Agora está de regresso como técnico-adjunto. Pelo menos há a certeza que estamos perante um Sportinguista a quem não foi dado espaço como jogador, mas que, sem azedume, se apronta para dar, mais uma vez, o seu melhor pelo Sporting.

domingo, 16 de maio de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 10 A 16 MAIO



APLAUSO






MOURINHO

O Aplauso no R24 incidiu sempre em acontecimentos que têm a ver com o futebol português. Mas hoje vai uma merecida  excepção.

Sei que não vou ser original, mas tenho de prestar um grande APLAUSO a José Mourinho.
Ser bicampeão italiano, vencedor da Taça em Itália e, novamente, finalista da Champions é algo só ao alcance daqueles, poucos, que "da lei da morte se vão libertando."

Conheço Mourinho dos tempos em que estava em Alvalade com Robson e M. Fernandes. Tive oportunidade de o entrevistar algumas vezes quando passou pelo FC Porto ainda com Robson. Depois, já no Sporting, fui encontrá-lo em Barcelona como adjunto de Van Gaall - como o mundo é pequeno - por ocasião do centenário do Barça, num encontro para assinalar o evento, com os da casa a venceram os Leões por 3-1. Desde essa data, Agosto de 1999, passaram apenas 11 anos e Mourinho é hoje considerado, pelos títulos que conquistou, o melhor treinador do MUNDO.

Muitos APLAUSOS para MOURINHO.




ASSOBIO




CRISTIANO RONALDO

Não pode estar em causa o valor do nosso Ronaldo. Mas os números não mentem. O grande CR9, a jogar no Maior Clube do Mundo, não ganhou nada esta temporada.

Ronaldo habituou-nos a olhar para ele como o jogador que ganha que se farta. É um pouco estranho verificar que Cristiano esta época não ganhou qualquer título.

Espero que no Mundial Ronaldo consiga dar-nos a alegria de voltar a ganhar.

Carlos Severino

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A FESTA DO FUTEBOL... SEM GRANDES

A Final da Taça de Portugal é chamada de "FESTA DO FUTEBOL". E é, sem dúvida, uma grande festa, quer jogue Benfica, Sporting ou Porto, ou não. Este ano apresenta-se o Chaves, já despromovido da 2ª Liga, como finalista. Em 1990 foi o Farense que era da 2ª Divisão, com a subida garantida, com o Estrela da Amadora. Deu Final e Finalíssima e sempre com o Jamor atestado de adeptos, na primeira vez que tive o privilégio de trabalhar naquele evento, como jornalista então na TSF.

A FESTA DOS PEQUENOS GRANDES

Há 20 anos no Jamor houve "Taça". Sporting, Benfica e Porto ficaram pelo caminho bem cedo. O FC Porto foi escandalosamente eliminado, nas Antas, perante o Tirsense que nem fez a coisa por menos: venceu por 2-0.

Surpreendentemente na Final, marcada para o dia 27 de Maio de 1990, apresentaram-se em compita o notável Farense que tinha disputado o campeonato da 2ª Divisão, mas com a subida garantida, e o primo-divisionário, de recente data,  Estrela da Amadora.

Dois históricos dirigiam as equipas finalistas. João Alves era o técnico do Estrela, e o não menos carismático Paco Fortes, o do Farense.

Tendo em conta a dimensão dos dois Clubes, toda a gente pensou que o Jamor iria ter muitos lugares de sobra. Juízo errado. As gentes de Faro e da Reboleira encheram-se de brio e vai daí mudaram-se para Lisboa, mais concretamente para o Estádio Nacional. As bancadas estavam repletas. O colorido era fantástico. Milhares de bandeirinhas, cachecóis e outros artefactos faziam do Jamor tudo aquilo que é com finais entre equipas de maior nomeada.

Quando o árbitro da partida, o portuense Manuel Nogueira, apitou para o início da partida, os adeptos farenses e estrelistas fizeram questão de puxar ensurdecedoramente pelas suas cores. Lembro-me que tinha imensa dificuldade na escuta de rádio. Era um autêntico espectáculo.

Apesar de os adeptos puxarem pelas equipas, os 90 minutos chegaram ao fim com o marcador em branco. No Prolongamento, Nelson Borges marcou para os da Reboleira, mas rapidamente Fernando Cruz apontou o golo do empate para os de Faro. Ambos os golos mereceram um festim a condizer, por isso o resultado certo foi mesmo o empate e a festa não acabou ali.

Naquele tempo, os regulamentos obrigavam a uma Finalíssima para se encontrar o vencedor. Logo se pensou quer seria muito complicado que os adeptos regressassem outra vez, em grande número, ao Jamor 8 dias depois!!?? Então não é que regressaram mesmo! No dia 3 de Junho, lá estavam as bancadas preenchidas, com o tal colorido próprio dos grandes jogos. De assinalar a iniciativa do Moto Clube de Faro que inundou Lisboa de motas, bandeiras, panos alusivos e cachecóis do Farense.

Para arbitrar a finalíssima, foi nomeado o internacional Furtunato Azevedo, de Braga. As duas formações apresentaram-se com conhecidos jogadores como Lemajic, Sérgio Duarte, Ademar, Nelo, Formosinho, Pitíco e Fernando Cruz pelo Farense; Melo, Duílio, Barny, Bobó, Borges, Rebelo, Ricardo Lopes, Baroti e Paulo Bento pelo Estrela. Desta vez os comandados por João Alves não deram hipótese e acabaram vencendo por 2-0. Paulo Bento, então um jovem jogador a despontar, marcou o primeiro e Ricardo Lopes encerrou a contagem.



Lembro-me de ter entrevistado toda a gente e, em especial, Álvaro Braga Júnior então Director do futebol do Farense, numa conversa bastante interessante, onde ele confirmou que na época seguinte seria o Director para o futebol do Sporting.



Tendo como paradigma esta grande final, que vivi bem por dentro, tenho de admitir que apesar de parecer, o futebol em Portugal não se resume aos 3 grandes. Aquela já longínqua Final mostrou que o País não é só Lisboa ou Porto.

Carlos Severino

domingo, 9 de maio de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 3 A 9 DE MAIO



APLAUSO









JORGE JESUS



Prometeu, cumpriu. Jesus está nas graças dos benfiquistas ao levar o Benfica ao seu 32º Título.



Não foi fácil, mas o mérito de Jesus está todo na conquista mais desejada.



Jorge Jesus é o exemplo do que é um colaborador rentável. Conseguiu levar a equipa encarnada ao Título, garantindo os milhões da entrada directa na Champions. Além disso conseguiu pôr a equipa a jogar um excelente futebol, o que fez com que os adeptos benfiquistas se deslocassem ao Estádio da Luz sempre em grande número, enchendo os cofres do clube.



Parabéns a Jorge Jesus. Parabéns Benfica.







ASSOBIO







PAULO SÉRGIO



Não conseguiu garantir o 5º lugar que daria ao V. Guimarães a entrada na Liga Europa. Perdeu esse objectivo na última jornada, frente a outro interessado, o Marítimo, que acabou por chegar à Europa em detrimento da equipa treinada pelo futuro treinador do Sporting.



É estranho que P. Sérgio tenha sido anunciado novo técnico dos Leões numa altura em que o Guimarães ainda podia chegar ao 4º lugar. Acabou por nem obter a 5ª posição.



Não é uma saída feliz.



Carlos Severino

terça-feira, 4 de maio de 2010

O JOGO DO TÍTULO

Uma das últimas vezes que o Título se decidiu no último jogo do campeonato foi em 14 de Maio de 2000. O Sporting havia perdido com o Benfica, em Alvalade, por 0-1, golo de Sabry, de livre, gelando um Estádio a abarrotar, com tudo preparado para uma grande festa que afinal chegou só uma semana depois, em Vidal Pinheiro onde começaram os festejos que duraram dias e dias. Agora que os benfiquistas estão à beira da tão desejada conquista, mas precisando pelo menos de empatar, é altura para contar a "estória" daquela já longínqua vitória no derradeiro jogo, que eu vivi intensamente por dentro.



O TÍTULO 18 ANOS DEPOIS



Foi uma tarde inesquecível. Eu estava no Sporting há apenas 2 anos e já tinha vivido mais convulsões do que em grande parte da minha vida. Primeiro porque cada vez que o Sporting fazia um resultado menos positivo todos, internamente, se olhavam para encontrar um culpado. Segundo porque as derrotas contribuíam para um desespero dos adeptos que durava há quase duas décadas, muitas vezes assinalado com esperas e vaias constantes aos dirigentes, jogadores e treinador. Mas a hora do sucesso estava quase a chegar, cheia de sofrimento até ao fim.



A época tinha começado em grande alvoroço. O Sporting 99/2000 tinha Schmeichel, tinha Acosta, Dusher, Quiroga e outros craques em quem eram depositadas fartas esperanças. O treinador era o italiano Giusepe Materazzi, uma grande surpresa pois tratava-se de um técnico quase desconhecido. Materazzi chegou envolto em grande mistério. Falava-se em Névio Scala. Na altura era Veiga o empresário que dominava em Alvalade e só em cima da chegada de Materazzi ao estádio se ficou a saber quem sucedia a Jozic.



Conheci bem Materazzi. Desde o estágio de pré-época, nas Caldas da Raínha, até à sua saída 3 meses depois, tive oportunidade de lidar com um homem de elevada estatura moral, que defendia o grupo, trabalhava muito mas que não foi bem sucedido nos resultados. No entanto, a equipa beneficiou da qualidade da preparação de início de época como se pôde provar mais  tarde.



Com toda a gente a pedir a cabeça de Materazzi e dos dirigentes da SAD, onde pontificava Paulo Abreu, o Presidente Roquete fez a revolução. Varridela completa. Eleições, nova SAD e novo mister. Foi a vez de Inácio e de Luís Duque à frente da Sociedade do futebol leonino.




Os bons resultados começaram a aparecer e no virar do século a equipa foi reforçada com 3 "peças" fundamentais: André Cruz, César Prates e Mbo M´penza. O Sporting apresentou-se a dois encontros do final com possibilidades de ser Campeão. Mas o Benfica não "colaborou" e tudo foi adiado para a última ronda, em Vidal Pinheiro, frente ao Salgueiros que precisava de ganhar para não descer de divisão.




Para se sagrar campeão, o Sporting tinha de ganhar. O FC Porto jogava em Barcelos, com o Gil Vicente e espreitava uma escorregadela dos Leões. Contaram-se muitas "estórias" de incentivos para lá e incentivos para cá, e os bilhetes, em Vidal Pinheiro, a um preço proibitivo. Certo, certo é que o FCP perdeu, o Sporting deu 4 a 0 ao Salgueiral e... foi o fim do mundo.


Vi o jogo ao pé de José Roquete e lembro-me de termos levado um tempo imenso para chegarmos à cabina onde estavam os heróis da conquista tão esperada. Toda a gente, inclusive os salgueiristas, queria cumprimentar o Presidente Campeão.




Na cabina a festa era feita de água misturada com champanhe, saltos, abraços, lágrimas e loucura total. Depois de participar naquela alegria inebriante, Roquete saiu e foi direitinho para Coimbra, ao café da bica com o mesmo preço desde 1982. E bebeu duas. Uma ao preço antigo e a outra ao novo preço.



 Eu fui direitinho para o estádio onde milhares faziam a festa, aguardando a chegada da equipa. Por lá estavam já as televisões, rádios e tudo o que era Media a quem era preciso fazer o devido acompanhamento. Todos queriam mostrar a grandiosa festa Sportinguista.
A chegada dos heróis acabou por ser retardada por desinteligências dos "generais". Primeiro Estádio ou Câmara? Creio que se dividiu as vontades  pelas duas partes.



No Marquês lá foi o grande Iordanov colocar o gigantesco cachecol ao pescoço do dito. E a noite foi muito longa. Lembro-me de ver muitas bandeiras do Benfica que se juntaram à festa, numa solidariedade Sulista. Afinal o FCP tinha ganho 5 campeonatos seguidos.



Sem facciosismos, não me lembro de ter visto e vivido uma festa assim. Houve quem se interrogasse de onde tinham saído tantos Leões. Outros diziam que a "estória" dos 6 milhões devia estar mal contada.



NOTA FINAL

As vitórias têm um efeito único no Sporting, Benfica, FC Porto ou noutro clube qualquer. Domingo vai haver festa da rija, resta saber se é a do Benfica, ou a do Sporting de Braga. Como diria Eriksson: "Vamos ver."


Carlos Severino

domingo, 2 de maio de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 26 DE ABRIL A 2 DE MAIO



APLAUSO








JESUALDO FERREIRA


Mesmo com esse estigma da saída do FCP, o "Profe" conseguiu adiar a festa do Benfica.


Jesualdo foi um guerreiro e até foi expulso, como no jogo anterior, vivendo intensamente o encontro e mostrando que na casa dos sessenta a ambição e a competência ainda são possíveis.


E ainda tem a Final da Taça de Portugal.


DOMINGOS


Ainda se pode sagrar campeão. O Sporting de Braga entra na última jornada, a discutir o título sob a batuta de Domingos Paciência.


Para história fica a melhor prestação de sempre no campeonato.


Domingos está de parabéns e, para já, assegurou a entrada do Braga nos play-off da Champions. Notável.






ASSOBIO







JOÃO MOUTINHO


A derrota do Sporting frente à Naval foi o retrato de uma temporada para ser lembrada, para ver se não se repete.


O Capitão, João Moutinho, nas declarações feitas no final do jogo, era o paradigma do grande desalento que mora na equipa e nos adeptos leoninos em face daquilo que acabou por acontecer nesta temporada.


Já dizia o poeta: "Um Rei fraco faz fraca a forte gente."


Carlos Severino

quarta-feira, 28 de abril de 2010

YORDA, UM VERDADEIRO LEÃO




Ivaylo Iordanov é alguém que me marcou na minha incursão pelo futebol quer como jornalista, quer ainda como pessoa ligada ao Sporting. É esse registo que quero partilhar nesta altura em que vai haver uma justíssima festa de homenagem embora arrancada pela justiça, a quem, infelizmente, Iordanov teve de recorrer para fazer valer os seus direitos.


YORDA, ALMA LEONINA

Já lá vão muitos anos. Iordanov tinha acabado de fazer 23 anos quando foi apresentado no velhinho Alvalade. Sousa Cintra fez a honras da casa e logo augurou um grande futuro, no Sporting, ao jovem búlgaro. Corria o início da temporada 91/92. O treinador era Marinho Peres, que na época anterior tinha levado os Leões às meias-finais da Taça UEFA, tendo internamente, após um grande início de campeonato, apenas conseguido que o Sporting ficasse na 3ª posição, Iordanov sempre foi um jogador generoso, que veio rotulado como avançado, mas que jogou, também, como defesa-central e médio. De resto, é como central que se distingue no Mundial de 1994, nos EU, ao serviço da Bulgária por quem actuou 50 vezes, disputando ainda o Euro 96 e o Mundial de 98.
 
Yorda, nome carinhoso por que é tratado pelos amigos, foi considerado jogador búlgaro do ano de 1998. Precisamente numa altura em que já havia sido declarada a doença que o acompanha mas que não o impediu de jogar, ao mais alto nível, até 2001.

Recordo o momento constrangedor em que, em conferência de imprensa, foi anunciado que o jogador sofria de uma doença grave. Fiquei tão perturbado que, como jornalista mas com outro tipo de preocupação que não a frieza pura e dura da função, perguntei ao médico, Fernando Ferreira - ai que saudades -, se Iordanov iria continuar a jogar? Fez-se um silêncio aterrador na sala devido ao histórico da doença! A resposta foi evasiva: "vamos ver o evoluir da situação".

 

Para alegria de todos, Iordanov continuou a jogar e a marcar, acabando por ser o grande CAPITÃO da conquista do tão ambicionado título, em 2000. Ninguém se esquece do cachecol gigante que Yorda colocou ao pescoço do Marquês de Pombal.

Para trás tinha ficado outro momento histórico, que interrompeu 13 anos de jejum. A conquista da Taça de Portugal em 1995, com a vitória do Sporting por 2-0 sobre o Marítimo. Os 2 tentos foram apontados por Ivaylo Iordanov.


Lidei imensas vezes com Iordanov, e nunca notei nenhum negativismo nas suas palavras e atitudes. Sempre o conheci como um ser muito positivo, dando  permanentemente o exemplo nos comportamentos que tinha dentro e fora de campo. Muito me custou vê-lo como que empurrado para o canto, como outros que serviram o Sporting com todo o denodo, como se não houvesse memória no Clube.

Lamento que a festa de homenagem seja o resultado de uma luta judicial, mas os Sportinguistas não esquecem este Homem de grande carácter, que tantas alegrias nos deu e, por isso, vão estar presentes em força para voltar a aplaudir O GRANDE LEÃO, YORDA.

Carlos Severino