segunda-feira, 12 de julho de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 5 A 11 JULHO



APLAUSO








D. VICENTE DEL BOSQUE



Conheci Del Bosque em 2000 quando o Sporting jogou com o Real Madrid para a Champions. Tive oportunidade de trocar algumas impressões com ele e fiquei seu fã porque aquele que eu vira jogar pelo Real e pela selecção de Espanha e naquela altura era o treinador do maior Clube do Mundo, mostrou-se um homem simples e humilde, orgulhoso de servir os Merengues, apesar de naquele tempo ser muito contestado pelos adeptos madridistas.



D. Vicente, com aquele ar bonacheirão, ficou-me na retina. É daquelas pessoas que tem o brilho das estrelas, mas que quase pede desculpa por existir. Ainda bem que existe e é com esse sentimento forte de ter conhecido alguém que valeu a pena, que lhe dou o meu humilde e forte Aplauso.



Del Bosque conseguiu dar a Espanha o único Título que lhe faltava. Parabéns D, Vicente.





ASSOBIO






ROBERTO




De um guarda-redes que custa 8 milhões espera-se classe e eficácia. No jogo com o Sion, Roberto mostrou fragilidades que deixam algumas dúvidas sobre se é o homem que Jesus precisa para substituir Quim!



O que vale é que ainda há Moreira e Júlio César.



Carlos Severino

quarta-feira, 7 de julho de 2010

SÍMBOLOS E RIVAIS

SÍMBOLOS E RIVAIS

A propósito desta inesperada e surpreendente transferência de João Moutinho para o Futebol Clube do Porto, vem-me à memória a ida de João Pinto para o Sporting, numa “estória” que foi muito mal contada.


CUSTO ZERO DE 10 MILHÕES

Se alguém conseguiu esse patamar de ser símbolo de um clube, João Pinto foi-o, seguramente, no Benfica. Numa carreira nos encarnados que acompanhei bem de perto enquanto jornalista, João Pinto que esteve para sair para o Sporting apenas com 1 ano de águia ao peito, numa jogada de Sousa Cintra, acabou por continuar na Luz até 2000, já que o Presidente, Jorge de Brito, conseguiu-o convencer a permanecer mesmo depois de o jogador ter encaixado 30 mil contos pagos pelo Sporting.


João Pinto não só continuou a vestir de encarnado, como se transformou na grande referência do Benfica, durante anos a fio, tendo ficado para a história do futebol português, muito em especial, pela exibição e marcação de 3 golos nos célebres 3-6 em Alvalade que garantiu o Título à equipa benfiquista. Até um contrato vitalício fez. Foi a maneira que o Presidente, Manuel Damásio, encontrou para aplacar a ira dos adeptos após sucessivos maus resultados.

Com Vale e Azevedo no comando do Benfica e após o Euro 2000 onde João Pinto marcou aquele que foi considerado o melhor golo da prova e um dos melhores de sempre, o jogador ruma ao Sporting com um anúncio pomposo de “custo zero”, sem que o Benfica recebesse nada!

Vale e Azevedo apontou a situação como benéfica para o Benfica, uma vez que se livrava do contrato vitalício e de um alto vencimento. Enquanto isso, os Sportinguistas exultavam com a vinda do Capitão benfiquista, ainda por cima a “custo zero”, numa operação que envolveu, também, o empresário José Veiga.

Como mais tarde se provou, afinal o “custo zero” foram 10 milhões de euros entre prémio de assinatura e vencimentos, que provocaram investigações e ameaças porque terá havido dinheiro que “voou” não se sabe bem para onde.

Há ainda questões por esclarecer e perguntas a que ninguém responde directamente. Será que Vale e Azevedo, que libertou o jogador do Benfica, recebeu alguma coisa?
Que razões estão por detrás das “estórias” contraditórias contadas por Veiga e dirigentes do Sporting?
Como se explica que os dirigentes falem em “custo zero” quando os clubes acabam por desembolsar milhões que não se percebe bem para onde vão?

NOTA FINAL

No caso Moutinho foi, que me lembre, a primeira vez que um "Grande" vende um símbolo, com 23 anos, Capitão há 5 anos, a um rival. No que respeita a João Pinto, a situação foi ainda mais esquisita uma vez que o Benfica não viu um tostão, embora tenha havido muito dinheiro envolvido. Com João Moutinho o Sporting sempre recebe os tais 11 milhões, embora seja um acto de completa subserviência que enfraquece, ainda mais, o estatuto de um Clube que devia ser líder, não subalterno. E para justificar o injustificável, não havia necessidade de arrasar um jovem valor que foi Capitão e exemplo de entrega ao jogo enquanto atleta do Sporting. 

Carlos Severino

domingo, 4 de julho de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 28 JUNHO A 4 JULHO





APLAUSO





PINTO DA COSTA

Pinto da Costa sonha, José Bettencourt (não) pensa, o capitão do Sporting é vendido ao Futebol Clube do Porto!

PC continua em grande forma e desfalca, com consentimento de JEB, um clube que já foi rival para combater o verdadeiro rival, o Benfica. Genial.




ASSOBIO




JOSÉ BETTENCOURT

Não há palavras para descrever tal desvario. JEB humilhou a Nação Sporting. Foi por desespero financeiro?

Depois de ter consentido a ida de Ruben Micael e Vilas-Boas para o Porto, agora entrega, por metade do valor estipulado em contrato, o Capitão nado e criado no Sporting. Francamente JEB, é preciso não ter a noção do que é e deve ser o Sporting Clube de Portugal.

Carlos Severino

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O MUNDIAL DA "PORCARIA"

Portugal soçobrou perante a Espanha no Mundial dos Navegadores. No Mundial de 1994, Portugal treinado, como agora, por Queiroz, não se classificou, mas só perdeu essa hipótese no último jogo, em Itália e por 1-0. Foi um jogo cheio de peripécias, parecido com este com a Espanha, que tive oportunidade de acompanhar in - locco como jornalista da TSF, e que aqui recordo.


JOGO DE TUDO OU NADA DEU "PORCARIA"

No final de 1993 Portugal foi jogar a Itália a possibilidade de ir ao Mundial dos Estados Unidos da América. A Itália não podia perder para se classificar. Portugal tinha de ganhar.

O ambiente que antecedeu o encontro foi de alguma tensão. Eu viajei para Itália como "espião" a representar a Rádio TSF, para contar as "estórias" da Squadra Azurra que fazia o estágio em Covercciano, na bela Florença.

O Estigma do 17

O seleccionador italiano era Arrigo Sacchi, um homem sempre com um sorriso nos lábios a tentar driblar as perguntas apertadas dos jornalistas, em especial os da "casa". Sacchi nunca minimizou a selecção portuguesa que era composta já por um número apreciável de jogadores que haviam sido Campeões do Mundo de Sub-20 em 1991. Mas havia uma questão que era sistematicamente colocado pelos jornalistas italianos, que andava à roda do nº 17! Lembro-me de uma resposta em que aludiu ao facto do nº da sua porta de casa ser o 17. Percebi que andava ali superstição e por isso junto de uma jornalista italiana questionei que "estória" era aquela do 17? Coisa simples, o 17 italiano é o 13 português.

Queiroz e as Influências

Quando a selecção portuguesa chegou a Milão, local do encontro, Queiroz deu uma conferência de Imprensa onde não deixou de alertar para os jogos de influência por força do peso de Itália em relação a Portugal no mundo do futebol.

A Decisão

Com o estádio de S. Siro repleto de "tiffosi" Portugal, com os miúdos, não se atemorizou e jogou olhos nos olhos com os italianos. De tal maneira jogava bem Portugal, que deu para acreditar numa utópica surpresa. Rebate falso. A arbitragem começou a dar razão a Queiroz. Num instante Portugal ficou a jogar com 10 - Fernando Couto foi forçadamente expulso - e lá apareceu o golo salvador que colocou a Squadra no Mundial dos States.

A Revolta de Queiroz

No final do jogo Queiroz disparou em todas as direcções, mas o que gerou mais polémica foi a célebre frase: "...é preciso varrer a porcaria que há na FPF!" Nessa noite cometi a "proeza" de no labirinto de S. Siro encontrar Queiroz e Sacchi em amena cavaqueira, junto às cabinas. Ali os entrevistei, registando a alegria do seleccionador Italiano, aliviado por o 17 não ter sido obstáculo, elogiou a postura da equipa portuguesa lamentando que não se tivesse qualificado, enquanto Queiroz insistiu nas necessárias mudanças na FPF para que o seu estatuto merecesse mais respeito das instâncias do poder no futebol.

Queiroz acabou por sair, tendo ido treinar o Sporting. No entanto deixou as bases, em termos de jogadores, para uma razoável prestação que a Selecção havia de ter no Euro 96, com Oliveira no comando.

NOTA FINAL

A saída prematura do Mundial Sul-africano veio trazer à tona as costumadas polémicas, com muita gente a colocar em causa Carlos Queiroz, Ronaldo e Madaíl. É verdade que não é agradável ver a selecção ficar pelo caminho aos pés de espanhóis. Mas é preciso não esquecer que Espanha é uma super selecção e que Portugal fez o seu 5º Mundial em 19 edições. Em minha opinião, não há razão para mudanças radicais. É preciso fazer ajustes que, certamente, estão a ser ponderados por Queiroz e a sua equipa. Vem já aí o Europeu para se ver resultados que não defraudem as legítimas expectativas de todos nós.

Carlos Severino

segunda-feira, 28 de junho de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 21 A 27 JUNHO




APLAUSO





FÁBIO COENTRÃO

Quem diria. Fábio Coentrão deu num belíssima defesa esquerdo e é, sem dúvida, o jogador com melhor prestação na Selecção que está nos oitavos do Mundial.

O jovem benfiquista, que um dia disse que muito gostaria de representar o Sporting mas que não viu dos dirigentes leoninos qualquer interesse, está em alta e poderá deixar o Benfica por força da pretensão de grandes da Europa.

Coentrão, o menino em quem Jesus e Queiroz apostaram, está a responder à campeão com benefício para ele, para a Selecção e para o Benfica.


 

ASSOBIO



BELENENSES (DIRIGENTES)

Como é possível? Um clube que chegou a ser considerado um dos Grandes de Portugal anda pela ruas da amargura, o que se lamenta profundamente.

Com Sequeira Nunes na presidência, o Belém ainda se aguentou com toda a dignidade durante uma série de épocas. Após a sua saída Cabral Ferreira, infelizmente já falecido, ainda segurou as pontas. Depois foi sempre a cair ao ponto de já nem haver dinheiro para os funcionários, nem poder inscrever jogadores por força das dívidas existentes.

Em minha opinião, o Belenenses tem, ainda, um potencial imenso em património e em estruturas. Falta-lhe gente com visão estratégica capaz de levantar o clube e levá-lo aos patamares por onde já andou.

Que os responsáveis encontrem, rapidamente, as melhores soluções para que o Belenenses recupere desta "doença prolongada", são os meus votos.

Carlos Severino

quinta-feira, 24 de junho de 2010

"ESTÓRIAS" DA SELECÇÃO-3-OLIVEIRA NO FCP

 

Está, praticamente, assegurada a passagem da Selecção á fase seguinte do Mundial. No EURO 96 também aconteceu o mesmo, só que nessa altura o seleccionador já tinha o futuro assegurado no FCP. Mas Oliveira tratou do assunto de uma forma peculiar.





OLIVEIRA SEM CONVITE PARA CONTINUAR!

No EURO 96 houve alguma agitação no seio da Selecção. Com o apuramento assegurado na fase de grupos, muito se falava da possível transferência de Baía para o Barcelona e da saída de António Oliveira para o FC Porto.

Apesar do falatório, ninguém confirmava nada. Baía apenas dizia que gostava de ir para o Barça e até, através do microfone da TSF, pediu a Pinto da Costa para o deixar ir. Oliveira optou por outra táctica. À questão colocada por mim e pelo José Carlos Soares, repórter da TVI na altura, se ia renovar com a FPF, respondeu que não lhe tinha sido endereçado qualquer convite e que assim sendo se sentia desobrigado a continuar. Com o registo das suas declarações, não perdi tempo em colocá-las na antena da TSF. Ora isso gerou uma grande confusão junto da restante comunicação social, que foi apanhada de surpresa com tais declarações.

Antes do treino no Villa Park, estádio do Aston Villa, onde a Selecção ia jogar com a República Checa de Poborsky, diversos jornalistas, entre eles o peso pesado Ribeiro Cristóvão da RR, demonstraram o descontentamento com Oliveira por, segundo eles, privilegiar a TSF e a TVI . O seleccionador não se fez rogado e remeteu-os para mim e para o José Carlos Soares, não dizendo nem mais uma palavra.

No dia do jogo com a R. Checa, antes do início do encontro, tive oportunidade de confrontar Gilberto Madaíl e Alberto Silveira (já falecido), dirigente responsável pela Selecção, com as declarações de Oliveira. Perplexos, os dois não sabiam o que me haviam de dizer e numa fuga para a frente responderam que, naquele momento, o importante era o encontro que se seguia.

 
É claro que todos percebemos que António Oliveira tinha elaborado um alegado estratagema para justificar a sua ida para o FCP que seria anunciada, oficialmente, após o Portugal 0 República Checa 1, com o famigerado golo de Poborsky.




NOTA FINAL

Fiz o jogo para a TSF com o meu amigo e grande jornalista Carlos Daniel, e lembro-me que nessa noite quase não dormimos com o "desgosto" pelo afastamento da Selecção e por isso não deixámos dormir ninguém em Birmingham. Foi o efeito de "beber para esquecer".

 
Agora na África do Sul, espero que seja diferente e que consigamos chegar o mais longe possível.




Carlos Severino

domingo, 20 de junho de 2010

APLAUSO E ASSOBIO - SEMANA 14 A 20 JUNHO



APLAUSO







Sporting Futsal

O Sporting, após um jejum de 3 anos, voltou a ser campeão em Futsal. A conquista foi conseguida em 4 jogos dos 5 que podia ter o play-off. E na casa do Benfica.

Sem dúvida que este feito vem mostrar o exemplo do Esforço, Devoção e Dedicação que levam à Glória.
No Sporting houve, este ano, um conjunto de conquistas que não superando o desastre que foi a prestação do futebol sénior, acaba por servir de exemplo para esse sector decisivo do clube.

O curioso de tudo isto é que os êxitos alcançados foram sob a direcção de dedicados dirigentes e funcionários made-in Sporting.



ASSOBIO




VÍTOR PEREIRA

Surpreendentemente, o árbitro Pedro Henriques desceu de divisão e por isso colocou um prematuro ponto final na sua carreira.

Lamenta-se que a Comissão de Arbitragem, dirigida por Vítor Pereira,  penalize, tão severamente, um árbitro que sempre se pautou por uma postura acima de qualquer suspeita, o que não é muito normal no futebol indígena.

Pedro Henriques sempre comunicou com frontalidade, dizendo o que pensava. Isso parece que o pode ter prejudicado, aliás como é muito comum em Portugal.

Carlos Severino